Hoje, vamos tirar uma dúvida que passa pela cabeça de muitos ciclistas: quais as diferenças entre os sistemas de transmissão Shimano. Neste post, focaremos nas Moutain Bikes. Se, você prefere as altas velocidades, confira o nosso post para Bikes Speeds.
A Shimano é uma das marcas mais consolidadas no universo das bikes e, por isso, umas das mais especializadas em sistemas de transmissão, que está sempre lançando sistemas inovadores e tecnológicos. As linhas da marca são vastas e oferecem opções para cada nível de ciclista.
Continue a leitura para saber mais!
As Mountain Bikes são robustas e indicadas para quem pedala em terrenos irregulares. Justamente por isso, apresentam características próprias. Dentre elas, estão os sistemas de transmissão.
Confira agora os sistemas de transmissão para Mountain Bike, que são divididos entre: básico, baixo, médio, alto e competição.
Essa é uma linha de componentes mais básica da Shimano. Mas, ao contrário do que você pode pensar, é completamente possível montar uma Mountain Bike eficiente com esse sistema mais simples e de custo reduzido.
A versão TX-800, o Tourney TX, possui cassetes de 8 velocidades e pedivelas com três coroas. É um pacote de complementos voltado para passeios mais urbanos, com leves incursões na terra, trilhas e estradões menos complexos.
O sistema Tourney Shimano oferece o grupo nas versões de 6 e 7 velocidades e diversos modelos de passador de marchas, com opções de acionamento no dedão, (Thumb Shifter) com giro no punho (Revoshifter) ou com duas alavancas. O sistema ainda é completado com os freios V-Brake ou a disco, com acionamento mecânico.
A Altus é uma linha superior a anterior, destinada para a prática de Mountain Biking – mas também pode ser usada para o perímetro urbano. Ela conta com versões de 7, 8 ou 9 velocidades no cassete, todas com pedivelas triplos e eixos de ponta quadrada.
O câmbio traseiro apresenta a tecnologia Shadow, os cabos entram por cima e não por trás, os parafusos são inoxidáveis, e sua pequena desvantagem se encontra no peso, que é ligeiramente maior que o Acera e Alivio.
O Acera de 9 velocidades é o grupo mais básico da Shimano a utilizar freios que são compatíveis com os discos hidráulicos. É uma linha perfeita para as Mountain Bikes, pois proporciona ao ciclista um pouco mais de autonomia e jogo de cintura ao pedalar. O grupo também conta com uma versão mais simples de 8 velocidades, ideais para os ciclistas que estão começando a se aventurar no MTB.
Esse sistema da Shimano é recomendado para uma prática mais radical de Mountain Biking, porém, ainda não é ideal para competições. O Alivio M4000 (modelo mais atual) reúne um pacote de tecnologias que permite ótimo rendimento em trilhas de dificuldade média, ou seja, é um bom grupo para quem está pegando trilhas um pouco mais pesadas.
Ele é compatível com freios a disco hidráulicos e os passadores podem ou não vir com manetes de freio integradas. Possui, ainda, pedivela com eixo, com opções para duas ou três coroas, e um cassete 11-36, para uso com a pedivela dupla. É mais uma ótima linha da Shimano!
Segundo a própria Shimano, o Deore M6000 é “o” sistema! Já que é capaz de oferecer um desempenho incrível para a prática de cross-country e trail em bikes rígidas ou full-suspension.
O Deore apresenta 10 velocidades na traseira, podendo ser utilizado com coroas duplas ou triplas. O pedivela conta com o desenho de quatro braços das linhas mais avançadas e o cassete pode ter a combinação de até 11-42 dentes.
Para ficar ainda mais eficiente, os manetes de freio são acionados com apenas um dedo e o câmbio traseiro possui versões com ou sem trava (Shadow RD Plus). Os centrais são para as pedivelas com eixo integrado e os câmbios dianteiros são das versões side-swing.
Com esse sistema da Shimano você já pode começar a subir de nível na MTB.
A partir daqui o negócio começa a ficar mais sério, o SLX, atualmente da linha M7000, é um grupo acima do Deore e já vem equipado com a versão de 11 velocidades como nos modelos XT e XTR. O SLX pode ser usado por profissionais do MTB.
Além disso, ele tem a opção de ser utilizado com apenas 1 coroa, embora dê para usar pedivelas duplas e triplas também.
As pinças de freio contam com a tecnologia Ice-Tech, que ajuda a resfriar o sistema, um diferencial em relação aos modelos anteriores. Os cassetes têm versões com até 46 dentes, controlados por um câmbio traseiro com trava.
Pela primeira vez vemos cubos com eixos passantes (E-Thru), o que faz desse sistema da Shimano um dos melhores da marca.
Chegamos ao sistema top de linha, o Saint, agora na linha M802. Esse é um grupo voltado para competidores profissionais de Downhill de alto nível. Os atletas que competem em Copas do Mundo têm as suas bikes equipadas com o Saint Shimano, que, segundo a própria marca, é o sistema mais forte, aproveitando-se de muitas partes em aço puro.
O pedivela possui apenas uma velocidade, o câmbio traseiro apresenta um design diferenciado com cage curto e trava, com capacidade total de 28 dentes, expansível para 36. As pinças de 4 pistões de cerâmica trabalham em conjunto com discos Ice-Tech para manter o máximo de rendimento para o ciclista. Se você quer entrar em nível de competições, esse pode ser o sistema certo!
Abaixo do Saint na hierarquia, o Zee é um modelo mais pesado, que não possui algumas tecnologias. Mas também é um grupo indicado para Downhill e uso extremo, isto é, para quem é mais radical e gosta de se aventurar em trilhas de nível difícil.
O Zee conta com 10 velocidades na traseira e pedivela de uma coroa. É uma opção mais robusta.
O câmbio traseiro é mais reforçado, cage curto e trava para manter a corrente sob controle em situações de pedal pesadas. Apesar de funcionar com pinhões de apenas 28 dentes, ele é acompanhado de um extensor para cassetes de até 36 dentes.
Esse é, sem dúvidas, um dos equipamentos mais específicos, integrando os grupos para uso extremo da Shimano.
O lendário Shimano Deore XT (atualmente em sua versão M8000) foi primeiro grupo na história, lançado pela marca, exclusivamente para a prática de Mountain Bike. Possui um pacote tecnológico realmente elevado, recebendo diversas inovações diretamente do XTR. Ou seja, estamos falando de um top de linha da gigante marca japonesa.
O grupo pode ser encontrado nas versões 1×11, 2×11 e 3×11, com cassetes que chegam a ter pinhões de até 46 dentes. Assim como a sua versão mais antiga, a versão eletrônica do XT também utiliza a tecnologia de trocas simultâneas Syncro-Shift, que opera os dois câmbios, dianteiro e traseiro, com apenas um passador.
O XT evoluiu e, assim, nasceu a versão Di2, batizada hoje em dia de série M8050. Uma das maiores vantagens do XT Di2 é a tecnologia de trocas de marchas. Com o sistema, é possível utilizar duas coroas com somente um passador, o que abre espaço no guidão para o uso de travas de suspensão e regulagens de canote. Tudo para simplificar a vida do ciclista.
Além disso, o sistema escolhe automaticamente a coroa mais eficiente no momento certo. Por exemplo, ele emite um sinal sonoro de alerta sempre que o câmbio dianteiro troca em uma direção e o câmbio traseiro vai para o lado oposto. Com isso, a cadência de pedaladas sofre o mínimo de variação. Isso foi denominado pela própria Shimano como um sistema Rhythm Step, que tem a missão de proporcionar suavidade nas mudanças de rotação gerando muito menos esforço para o ciclista.
Os trocadores do modelo Firebolt possuem um sistema de rotação que possibilita a regulagem bastante anatômica de sua posição. Com isso, a Shimano pensou em um sistema para reduzir o desgaste do ciclista, sobretudo em provas de longa duração E mais, a redução natural do esforço também se dá pelo modo de troca de marcha, que é acionado ao apertar somente um botão e você ainda consegue controlar tudo pelo aplicativo E-tube.
A Shimano projetou esse sistema para ser duas vezes mais fortes que o anterior, perfeito para trilhas difíceis e subidas íngremes, mesmo quando os cassetes estão cheios de lama. O câmbio traseiro é o Shadow RD+, que reduz a exposição do componente em trilhas ao mesmo tempo que diminui o balanço da corrente por meio de uma embreagem, preservando o sistema da bike.
O XTR é o mais leve e mais avançado grupo da Shimano para a prática de MTB e está agora em sua versão M9000. O grupo pode ser encontrado nas versões 1×11, 2×11 e 3×11, com cassetes que chegam a ter pinhões de até 40 dentes.
O sistema XTR possui duas versões: Race e Trail. A primeira é indicada para competidores de cross-country (maratona em trilhas) e priorizam o menor peso. Já a versão Trail é para um uso mais geral, ideal para os hobbystas que querem descobrir novas trilhas a cada fim de semana.
O modelo é equipado com manetes de freio com regulagens externas e pinças com tecnologia Ice-Tech, mais eficaz para quem usa o freio constantemente em trilhas com bastante obstáculos.
Esse é um dos lançamentos da Shimano, o XTR Di2 eletrônico tem 22 velocidades e proporciona uma pedalada ultra suave, frenagem superior e um excelente desempenho em trilhas de todos os níveis de dificuldade, já que a versão M9050 1×11 permite ao ciclista o controle contínuo e resposta instantânea de todos os seus mecanismos.
A verdade é que as trocas de marcha do XTR Di2 exigem mínimo esforço, com o simples pressionar de um botão. O grupo também apresenta novo layout de programação de trocas de marcha chamado de Mudanças Sincronizadas, com um visual mais clean para as Moutain Bikes, além de baixa manutenção, pois usa fiação elétrica, substituindo os tradicionais cabos de aço e conduítes.
Sem dúvidas, esse é um destaque entre as linhas da Shimano. Também pode ser encontrado com a tecnologia Di2 de trocas eletrônicas, tudo controlado pelo aplicativo E-tube.
Com o XTR Di2 é possível obter a melhor configuração de trocas de marcha para cada estilo de pilotagem, incrível, não é? Para quem quer investir no melhor sistema da Shimano, esse é o modelo ideal!
Agora que você já conheceu todas as opções para de sistemas de transmissão da Shimano para Mountain Bike é hora de escolher. A nossa dica aqui é que você reflita quanto você pretende investir em uma bike e na sua experiência ao pedalar com a prática de Mountain Biking.
Quanto mais robusto e tecnológico é o sistema de transmissão, mais caro ele vai ser. Mas, consequentemente, mais eficaz. Especialmente se você deseja adentrar em trilhas de nível complexo ou em competições amadoras ou profissionais.
Agora é você que decide!
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Excelente materia
Bacana as informações passadas. Obrigado!
Faltou a nova linha Deore de 10, 11 e 12 velocidades.
Bela dica pra quem pedala .