A modalidade mais livre e criativa do mountain bike começou a ser desenvolvida há cerca de dez anos. Apesar de ser considerado uma novidade, o Freeride oferece desafios incríveis para quem gosta de se aventurar de forma mais solta em cima das duas rodas.
Os ciclistas que escolhem esse tipo de aventura superam seus limites através de saltos, manobras e aterrissagens em barreiras naturais ou urbanas que se assemelham muito ao Downhill, mas têm seu estilo de execução com uma vibe mais “artística”.
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A melhor forma de entender o Freeride é busca a tradução literal do seu nome em inglês, que se originou do termo “freeriding” do snowboarding, e simboliza uma modalidade que não tem limitações de trilhas, regras ou manobras especificas. Aqui, o ciclista tem a liberdade para misturar estilos, modificar movimentos clássicos e se aventurar sem compromisso nos obstáculos.
Essa característica libertária é muito importante para o estilo particular do Freeride. Nele, o biker sente a liberdade de englobar elementos de outros estilos já consagrados no Mountain Bike. Como já comentamos por aqui, o Downhill é uma dessas modalidades que o Freeride incorpora em seus movimentos, principalmente nos aspectos de velocidade, mas o Dirt Jump também oferece suas contribuições para o estilo mais solto dos saltos, por exemplo.
Já quando pensamos no espaço onde o Freeride é praticado, o mais importante é garantir oportunidades que multipliquem a versatilidade das manobras e ofereçam a liberdade necessária para o cliclista se jogar pelo ar com estilo e criatividade. E como não temos regras estabelecidas para essa modalidade, esse espaço pode ser em meio a natureza, em parques urbanos ou uma mistura divertida dos dois ambientes.
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Apesar de serem consideradas duas modalidades diferentes dentro do Mountain Bike, encontrar diferenças entre Downhill e Freeride ainda gera dúvidas em quem deseja iniciar suas práticas nesse universo. A verdade é que essas duas modalidades se assemelham em diversos pontos práticos, principalmente porque o Freeride incorpora movimentos do Downhill em suas manobras, e essa base tão semelhante de movimentos pode sim confundir.
Porém, se fossemos colocar “na ponta do lápis” as principais diferenças entre as duas, poderíamos apontar as regas de execução e os detalhes das bikes que são usadas em cada uma. Sobre as regras, já falamos por aqui, mas vale a pena lembrar que o propósito básico do Freeride é não delimitar regras para movimentos, saltos e aterrisagens.
A começar as bicicletas para Freeride possuem aro tamanho 26, já as bicicletas de Downhill possuem, geralmente, aro dianteiro 29 e traseiro 27.5, ou ambos 27.5 e raríssimos ambos 29. Os quadros para Freeride são hardtail, ou seja, quadros rígidos sem suspensão traseira, e para Downhill os quadros são full suspension, suspensão traseira e garfo com suspensão. A suspensão inclusive para Downhill é bem maior do que as outras bicicletas, chegando a ter 200mm de cursor. enquanto a Freeride tem 120mm.
Como são bicicletas de manobras, não visam subidas íngremes, mas sim controle e domínio total da bike, por isso a catraca possui coroas menores do que as bicicletas de mountain bike. Enquanto a catraca de Mountain Bike possui coroas de 40, 46, até 52 dentes, a catraca de Freeride e Downhill terão ali 28 até 32 dentes no máximo. Sendo assim não aconselháveis para quem vai encarar percursos com subidas exaustivas e testar sua resistência como ciclista.
Elas também não possuem pedal clip, pois não podem se dar o luxo de ficar com pé enroscado no pedal, isso seria um perigo.
A bicicleta de Freeride urbana tem um valor mais interessante do que uma bike Freeride para trilha e, consequentemente,de uma bike Downhill. Isso acontece porque os níveis de agressividade são diferentes em cada modalidade, exigindo diferentes performances da bicicleta.
Um detalhe interessante é que o capacete de Freeride é o mesmo dos praticantes de Mountain Bike. Já o de Downhill se assemelha a um capacete de moto. Ele é fechado, mas sem a viseira, esse é um item à parte.
Em relação aos detalhes da bike, é muito importante notar as pequenas diferenças que podem transformar a experiência de quem apostar no Freeride. As características das duas bikes são projetadas pensando no estilo descendente para montanhas, mas é importante que o ciclista do Freeride aposte em uma condução mais suave, pois é com ela que as manobras se tornam mais elaboradas e criativas!
Se você já pratica o Mountain Bike e quer explorar essa modalidade, ou se você vai começar agora a se aventurar por trilhas e manobras em cima da bike, saiba que existem algumas dicas para garantir os equipamentos certos para a prática. Primeiro, como o esporte pode ser praticado em diferentes terrenos, peças de proteção são essências para seus treinos, como capacetes, joelheiras, caneleiras, luvas, cotoveleiras e coletes não podem ficar de fora.
O tipo de bike para essa modalidade pode variar muito, especialmente porque ela não tem regras especificas, então você pode escolher os terrenos e obstáculos que mais gosta e adaptar sua bike a eles, mas lembre-se que é sempre importante garantir uma posição que te deixe andar confortavelmente nas subidas e descidas e que mantenha seu tronco mais alinhado o possível com o centro da bicicleta.
Caso você prefira realizar suas manobras de Freeride no asfalto, onde os obstáculos serão, majoritariamente, bancos, muretas e escadarias, as bikes rígidas são as mais indicadas, principalmente as com quadros baixos e suspensões que variam entre 80mm e 120mm.
Agora, se você é do tipo que ama a natureza e não perde uma oportunidade de admirar as belezas naturais, leve suas manobras de Freeride para superar as árvores, pedras e raízes da trilha mais próxima. Para esse tipo de obstáculo, é importante garantir equipamentos com alta durabilidade. Já em relação a bikes, as com suspensões maiores, como as do Downhill, são mais indicadas.
É essencial prestar atenção no peso da bike, afinal, componentes mais leves permitem movimentos fluídos e deixam as subidas menos cansativas. Por fim, mas não menos importante, com o Freeride é essencial conhecer seus limites e priorizar as práticas que respeitem o ambiente e os perigos que ele pode oferece, principalmente se você está iniciando na modalidade.
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Agora que você conhece mais sobre a modalidade Freeride e as possibilidades que ela traz para o Mountain Bike, só falta preparar a bike e começar os treinos para decolar de forma criativa pelos seus obstáculos favoritos. Não deixe de conhecer também nosso conteúdo sobre pedal longo e se prepare para sua próxima trilha com nossas dicas!
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